Reequilíbrio econômico-financeiro: como pedir quando o custo do contrato público dispara
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Reequilíbrio econômico-financeiro: como pedir quando o custo do contrato público dispara

Aumento inesperado de custo pode ser corrigido em contrato com o governo. Entenda a diferença entre reajuste e reequilíbrio, os documentos necessários e como fazer o pedido.

Mário Marinho

Mário Marinho

21 de outubro de 2026 · 8 min de leitura

Neste artigo
  1. Reajuste, repactuação e reequilíbrio
  2. Quando cabe reequilíbrio
  3. O que precisa provar
  4. Como fazer o pedido
  5. Posso parar de entregar enquanto isso?
  6. Resumo prático

Resposta curta: reequilíbrio econômico-financeiro é a revisão do preço do contrato quando um fato imprevisível ou de consequências incalculáveis torna o custo muito maior do que o previsto (art. 124, II, 'd', da Lei 14.133/2021). Ele pode ser pedido a qualquer momento, com prova do aumento e do impacto no contrato.

É diferente de reajuste, que é a correção anual por índice já prevista no contrato.

Reajuste, repactuação e reequilíbrio

Quando cabe reequilíbrio

Variação normal de mercado, má precificação ou erro na proposta não justificam reequilíbrio.

O que precisa provar

Como fazer o pedido

Faça o pedido assim que o aumento acontecer. Esperar o fim do contrato enfraquece o pedido e pode impedir a recomposição.

Posso parar de entregar enquanto isso?

Não por conta própria. Suspender a execução sem autorização pode gerar sanção. Continue cumprindo, documente o prejuízo e negocie formalmente com o fiscal e o gestor do contrato.

Resumo prático

Separe reajuste de reequilíbrio, prove o aumento com documentos e peça rápido. O contrato público garante o equilíbrio — mas só para quem pede do jeito certo.