Proposta inexequível na licitação: quando o preço é baixo demais e como provar que dá
Preço

Proposta inexequível na licitação: quando o preço é baixo demais e como provar que dá

Na Lei 14.133, preços muito abaixo do orçamento podem ser desclassificados. Veja os limites, como funciona a diligência e quais documentos provam que sua proposta é viável.

Mário Marinho

Mário Marinho

21 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

Neste artigo
  1. Por que o órgão desconfia
  2. Como funciona a diligência
  3. Documentos que provam a exequibilidade
  4. Cuidados ao dar lances agressivos
  5. E quando o inexequível é o concorrente?
  6. Resumo prático

Resposta curta: proposta inexequível é aquela com preço tão baixo que não permite cumprir o contrato. Em obras e serviços de engenharia, a Lei 14.133/2021 considera inexequível a proposta abaixo de 75% do valor orçado (art. 59, §4º). Para bens e outros serviços, o pregoeiro deve abrir diligência e dar à empresa a chance de provar que o preço é viável.

Preço baixo ganha pregão. Preço baixo sem prova pode tirar você dele.

Por que o órgão desconfia

Contrato com preço impossível costuma terminar em atraso, troca de produto ou abandono. Por isso a lei manda o órgão verificar se a proposta se sustenta.

Como funciona a diligência

Documentos que provam a exequibilidade

A planilha que você montou antes do pregão é a melhor defesa. Por isso ela precisa existir antes do primeiro lance.

Cuidados ao dar lances agressivos

E quando o inexequível é o concorrente?

Se o vencedor ofertou um preço que você sabe ser impossível, peça diligência no chat e, se ela não for feita ou for fraca, registre intenção de recurso apontando o art. 59 da lei.

Resumo prático

Preço baixo é estratégia; preço sem base é risco. Monte a planilha, guarde as cotações e responda a diligência com documentos. Assim, você ganha no preço e mantém o contrato.